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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Novo Video : Star Wars Force Friday


Star Wars Force Friday

Já está lá no Canal do YouTube o novo video ! Desta vez eu estive em SP, no Force Friday, o evento de lançamento dos novos brinquedos de Guerra nas Estrelas ( Star Wars ), com a galerinha do Conselho Jedi SP e a Disney !

Com o lançamento do novo filme em dezembro, The Force Awakens, ou O Despertar da Força, a Disney não dorme no ponto e já começa a acabar com o nosso bolso. O evento foi bem legal, parabéns para a Disney !

Não foi falar mais nada, apenas passe lá no canal e assista !

E lembre-se de assinar para sempre ser avisado dos novos videos !
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Abraços do Quadrinheiro Véio !

Star Wars Force Friday

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que, afinal, tantos remakes ?




Olá Quadrinheiro !

Hoje começamos um novo formato lá no Canal do YouTube do Quadrinheiro Véio. Agora, junto comigo teremos a presença constante do Fábio Renó, um amigo das antigas, que entende bastante de cultura pop e não apenas de Marvel/DC.

O Canal vai contar tambem com assuntos sobre séries e cinema, além do bom e velho HQ !

O Assunto de hoje é sobre Remakes.

Por que, afinal, tantos remakes ?

Nós temos uma percepção sobre isso, mas queremos que assista o video e apareça sempre em nosso canal. E também que nos mande sugestões de assuntos e até perguntas que achem que nós possamos responder pra vocês. Claro que a gente não sabe tudo, mas a gente adora pesquisar, pensar, conversar sobre tudo. Veja o vídeo lá embaixo no Post ou direto no canal !

Espero que goste, comente, brigue comigo, ou concorde, complemente, deixe a sua visão, que é legal. Eu respondo todos os comentários, pode ter certeza.

Onde encontra o Quadrinheiro Véio?

Curta a página do facebook: www.facebook.com/oquadrinheiroveio
Instagram: @oquadrinheiroveio
E aproveite e já assine o canal, pra não perder nenhum vídeo novo.

Abraços do Quadrinheiro Veio !


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Wolverine Origem II

Olá Quadrinheiro ! Wolverine Origem 2

Wolverine Origem 2Recentemente comentei aqui no blog sobre Wolverine Origem, ( não leu ? Pare de ler agora e clique aqui. Depois você volta.). E como disse, não foi uma historia que eu acho que deveria ter sido escrita. Em Wolverine Origem 2, temos a continuação da história anterior, com Logan vivendo com os lobos. Em uma vivida homenagem à mini-serie do Frank Miller, Wolverine enfrenta um urso polar, mas não foi tão fácil como da primeira vez, e este não estava enlouquecido pelas flechas envenenadas, mas sim por ter sido cobaia em experimentos loucos.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado

Falar sobre o Lanterna Verde é sempre um grande prazer pra minha pessoa. Acho que ando lendo bastante DC Comics ultimamente, e eu particularmente adoro. Não me é possível escolher entre uma e outra. Cada uma tem suas características distintas, seus méritos e deméritos, fases boas e ruins, personagens bons e ruins. E estes momentos parecem que as vezes se alinham e temos fase ruim nas duas ao mesmo tempo ( como nos dias de hoje... ) mas já tivemos coisas boas nas duas ao mesmo tempo. De qualquer forma, isso não importa e não é o objetivo deste post.
Ultimamente tenho lido muitos encadernados. Acho que nunca tivemos tantos encadernados reunindo sagas como nos últimos anos. E tem a parte boa disso, que é nos livrar da produção em larga escala de porcarias nas revistas em serie que invadem as bancas nos ultimos tempos. Sou grato as compilações porque fiquei fora do universo dos quadrinhos durante os anos 2000, devido a tanta porcaria e tambem porque estava focado na minha empresa. Mas quando voltei, vi que perdi pouco e o pouco que eu perdi esta saindo nestes encadernados e coleções de supostos graphic novels ( Salvat e Eaglemoss ) e algumas coisas da própria Panini.
Em Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado, temos o que parece ser o comecinho do que mais adiante ira se tornar a famigerada Guerra dos Anéis ( cuja primeira parte eu comento aqui ) e o comecinho do surgimento da Tropa Sinestro e das Safiras Estrelas das Zamaronas. Eu acho que é uma ideia boa, que acabou ficando meio exagerada e acabou afastando um pouco a essência do personagem, porem ao mesmo tempo penso que foi uma saída criativa e grandiosa para promover vendas e para dar uma agitada no personagem. 
Quem acompanha o Lanterna Verde sabe que ele, desde sempre, está continuamente em enrascadas enormes, frequentemente com grandes mudanças. Foram raros os momentos estáveis na carreira de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas Verdes em geral. Comecei a ler ele pouco antes de Crise nas Infinitas Terras, na revistinha dos Superamigos da Abril, logo quando ele perdeu o anel pouco antes de passar a crise toda praticamente sem, e só retomar a bendita jóia com a morte de Tomar Re. Nesta época da minha infância eu fazia meus brinquedos já que tudo era muito mais inacessível e pra ser sincero, nem sei se na época havia um anel do lanterna a venda até nos EUA, mas pra brincar, eu desenhava o anel no caderno, recortava, colava e imaginava que eu era o Jordan nas situações das HQs. Teve até um momento que ele vai preso por invadir a propriedade do Aureo ( Goldface ) e na cadeia ele encontra o Mão Negra. Tenho na memória que eu lutei com o vilão no meu quarto com direito a reproduzir até os momentos que ele apanha... rs... Imaginação, a gente vê menos hoje em dia, vamos ver como isso vai afetar o futuro.

Nesta edição encadernada que reune as ediçoes Green Lanterna 14-20, Geoff Johns coloca o Haroldo Jordão em uma enrascada enorme armada pelo filho do Abin Sur, que é o antecessor do Hal no setor 2814. Este garoto cresceu cheio de ressentimento e tenta de todas as formas pegar o anel do pai, mas é interessante que a gente ve muito mais do Sinistro nele do que do próprio Abin Sur. Amon Sur, ao final acaba mesmo sendo convocado para a recém iniciada Tropa Sinestro, recebendo o anel que tentou primeiramente recrutar o Batman, mas que foi recusado após ver que, alem de instilar grande medo, o Morcegão também tem uma vontade de ferro e ja havia tido contato com o anel verde. Vale notar que o anel amarelo procura indivíduos que instilem medo, mas eles também causam uma alteração mental e física no hospedeiro. Achei isso bem curioso, e de certa forma ja deixa uma portinha aberta para quando entrar em cena alguma justificativa pra algum vilão ter ficado mais mortal com o anel amarelo no futuro... não sei, não li tudo apos esta passagem. Disso, ja fui direto pra Guerra dos Anéis. Então, pouco posso dizer sobre o que veio depois, mas gostei destas sacadas. Neste processo todo ele passa por vilão, é caçado por bodyhunters intergaláticos, pela Liga e uma cambadinha.
Preciso confessar que nao sou fã de ter 7 tropas com anéis energéticos correndo solta por aí, mas admito que é uma ideia muito inteligente e difícil de implementar. E a forma como isso acabou afetando todo o universo durante a noite mais escura, foi muito sagaz. Tiro meu chapéu pela criatividade mesmo achando que a execução foi meio tosquinha.
Na segunda parte do livro mostra a origem da Tropa Rosa, das Safiras Estrela e deram uma boa explicada em várias interrogações, sobre por exemplo a aparência das Zamaronas que conheci após Crise e de onde veio a energia rosa que elas comandam. Estou ficando cada dia mais um velho ranzinza, porque não sou do tipo que gosta que mexam no que eu gosto, mas achei muito criativo e posso aceitar estas mudanças numa boa ( não que qualquer coisa que eu pense ou deixe de pensar vá fazer a menor diferença pra DC Comics... ).

Agora, Ivan Reis nao conversa comigo. Sem chance. Acho uma pena pois queria gostar do desenho dele. Acho muito mais do mesmo, sem identidade. Você le as revistas dele, são bem desenhadas, mas não tem personalidade. É como ler algo comum, normal. Não se diferencia, apenas cumpre o papel, sabe ? Executa bem a jornada,mas não acrescenta algo. Não se destaca... ( acho que me fiz entender... e perceba que não xingo ele, apenas fico frustrado... ) Mas na segunda parte do livro, durante a saga das Zamaronas e a Safira Estrela e o Daniel Acuña assume, a diferença é brutal, e fica bem lindo. Parece o desenho mais simples, cheio de glow, brilhante, meio engomado... não sei explicar direito. Gosto dos dois desenhos, mas esta identidade do Acuña me mostra algo mais artístico e menos `contato`. É como Dan Jurgens durante a época dele em Super-homem, durante a morte do Kriptoniano. Um traço que conta a historia, mas não acrescenta nada a ela. ( ao menos pra mim, ok ? Você pode gostar do que você quiser... sempre! )

Bom, pra fechar, digo que gostei muito da edição DC Deluxe | Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado. Recomendo para qualquer fã do personagem, desde os velhos aos novos, pois tem um resgate e uma ligação que explica muitas mudanças e origens. Eu comprei sem saber o que esperar, nem imaginava do que se tratava e acabou que gostei e fico feliz em não ter procurado saber do que se tratava antes de comprar.

E se nao for pedir muito, comente aí o que acha deste post, ok ?


Abraços do Quadrinheiro Véio !







quarta-feira, 8 de abril de 2015

Um Conto de Batman: De Volta à Sanidade

Olá Quadrinheiros !

Bem vindo de volta. Hoje vou falar sobre uma série de mini-series que eu particularmente adorei acompanhar no meio dos anos 90, que se chamava Um Conto de Batman ( Legends of the Dark Knight ). Na época, saia em edições quinzenais, com 2, 3 ou 4 edições, contos individuais e de fora da cronologia do Morcegão, mas que em alguns casos se tornava canónico e em outros, não. Até mesmo porque em muitos casos era desnecessário, mas eram de tal forma bem escritos e marcantes que acabava deixando a gente muito pensativo depois, muitas vezes impressionado.
Este é o primeiro de vários que eu pretendo postar no blog e isso aconteceu porque estive em uma feita de sebos de HQ e comprei uma que eu não tinha comprado na época ( ate porque era época de forte inflação, com os preços em tabelas que mudavam praticamente toda semana ) e a grana estava mais curta do que o normal.
Em De Volta a Sanidade ( Going Sane ), temos o vilão mor do Batman: O Coringa. E é uma história pra lá de interessante. Inevitavelmente você pode trombar com alguns spoilers aqui, ok ? Mas não é nada demais, prometo.
Eu acho genial quando as histórias tem um aspecto psicológico forte como aqui. E entra em debate um ponto mega importante: A dependência emocional do Coringa em relação ao Batman e vice-versa. Esta é uma das melhores representações do desequilíbrio mortal do palhaço e da loucura dele magistralmente retratada. Gosto quando o autor é criativo ao ponto de não precisar apelar para coisas mega grandiosas. É bacana ver o Batman enfrentando um cara tão mortal como o Coringa, enfrentando medos, pensamentos... vendo ele próprio no limiar da loucura. Sem comparação,
questionando seus atos, suas escolhas, suas reações... questionando a própria sanidade que nos faz pensar se o titulo se refere ao vilão ou ao Batman, servindo ao mesmo tempo para os dois, uma vez que em determinado momento parece que o maluco troca de lugar com o saudável. Acho que dramas psicológicos assim enriquecem demais e ao mesmo tempo que a trama é inteligente, prende a gente o tempo todo ao contraponto dos desenho serem bem caricatos, com um Coringa em traços exagerados, com queixo gigante que reforça muito mais seu sorriso maquiavélico e que quando ele passa por são deixaram imagem disforme, que não se encaixa. Neste roteiro de J. M. de Matteis vamos da raiva até a surpresa, chegando as lagrimas nos olhos quando uma inocente sente toda a tristeza de um relacionamento que, embora muito real pra ela, nunca existiu. Muito inteligente, uma historia triste e coerente, muita reflexão e muita exposição da alma verdadeira de um herói como só o Batman pode ser. Um lance meio o médico e o monstro, com pitadas de "two stories". O paralelismo, o reencontro. Aliás fazer roteiros com forte teor de conflito psicológico parece ser uma das qualidades do autor, que também escreveu o excelente "A última caçada de Kraven", que tem uma resenha só dela aqui.

Os traços são do Joe Staton, e mesmo quem não gostar, precisa dar o braço a torcer pela narrativa, sequencia e expressão emocional dos personagens. Um traço aparentemente de qualquer jeito, mas todo pensado. É preciso entender que um bom artista se adapta à historia, se torna versátil para contar a historia, e não fica engessado apenas no seu estilo. Este desenho, cheio de achuras que parecem ter sido feitas as pressas, mas que na verdade era o que a historia pedia. Note que a própria achura varia dependendo do momento da narrativa. Tudo antagônico, tudo no contra ponto. Esta preocupação em narrar o inconsciente junto com o consciente, o invisível, junto com o visível, é de uma inteligência sinistra. Tudo em torno do Coringa e do Batman, sem nada mais.  Todo o resto é consequência, é pano de fundo, são apenas pessoas que não sabem porque estão ali, mas estão. Meros bonecos da trama, importantes apenas para dar cama aos principais e mesmo assim,
dramáticos e necessários. Não é uma historia fácil de escrever. Crises e tramas gigantes cheias de protagonistas são fáceis de escrever, mas tramas assim, ricas na complexidade dramática e psicológica, não. Este cara, de Matteis, certamente bebeu dos livros de Jung e do Campbell. Tudo se resume a momentos, esta historia é um momento. Ela não muda nada na vida dos dois heróis, mas ao mesmo tempo muda muito a forma de pensarmos no relacionamento interior de ambos.
Sinto-me muito limitado a escrever sobre esta mini-serie porque senão revelaria muitos spans e acho isso tão desagradável, porque sem poder abrir mais da trama parece que estou tentando vender algo pra você e não é isso. Juro... rs... 
Então, se você gosta de ler uma boa trama e está meio cansado das historias rasas atuais, faça um favor a si mesmo e cave um sebo ou um scan pra poder ter acesso a isso.
Recomendo a série "Um Conto de Batman" de olhos vendados.

Abraços do Quadrinheiro Véio !






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Os 80 anos do Pato Donald - Por seus Principais Artistas

Uma das publicações mais bonitas que temos nos dias de hoje é este livro belíssimo, em capa dura, com mais de 480 páginas que é o livro Os 80 anos do Pato Donald por seus principais artistas, lançado pela editora Abril.
Não sei se você gosta dos patos da Disney, mas eu me amarro neles desde sempre. As historias da turma da Mônica são muito apaixonantes, mas eu tenho um carinho enorme pelos patos, em especial pelo Tio Patinhas. Mas o Donald e os sobrinhos tiveram muita influencia na minha formação como pessoa. Explicarei um pouco disso, até em linhas mais adiante, até um pouco psicológicas.

Esta edição é muito rica, não pelo material que é excelente, em couchê e capa dura, mas pela variedade das historias escolhidas, 26 ao todo, escolhidas de 15 autores diferentes, de todas as partes do mundo, de épocas distintas e com pequenas biografias de cada um deles. E é claro que tudo começa com o grande Carl Barks, passando por artistas Americanos, Dinamarqueses e Italianos e tem até um Brasileiro, que deve ter sido carteirada, já que são as duas historias mais fracas do livro ( hehehe, desculpa, sou sincero pacas nos meus posts ). Pra mim, as do Barks são as melhores, e tem umas ali bem grande, empolgantes, e divertidas. As que eu mais gosto sempre envolvem aventuras. Acho o máximo quando eles viajam pelo mundo, ou pelo tempo, conhecendo os equivalente históricos com nomes engraçados... personagens como o Milionário Enri K. So... rs... me amarro nestes nomes. 
E esta edição é bem diferente da trilogia Anos de Ouro do Pato Donald, de 1988, onde foram reunidas as 21 primeiras edições da revista no Brasil, em formato grande, com capas lindas... que eu também comprei nas bancas na época. Sim, gosto dos patos tanto quanto dos heróis. Embora não me amarre muito no Mickey. As historias do Mickey tem um caráter mais detetivesco ou espionagem. Eu adoro o estilo, mas o Mickey não me prendeu tanto. Já o Tio Patinhas sempre foi aventureiro, mais o lance de caça tesouros, meio Indiana Jones e eu acabei curtindo mais. Quando eu era criança eu tinha até uma moedinha numero 1, dentro de um mostruário parecido com o dele, que eu dizia que me dava sorte... hehehe... bons tempos, brincava mesmo com isso. E o bacana é que naquela época nós tinhamos muito mais a nossa imaginação, já que não tinha tantos brinquedos que brincavam sozinhos como agora, as opções eram muito poucas, desenho só em 2-3 canais da TV e o dinheiro dos meus pais era bem curto. Então, um cabo de vassoura vira espada, uma caixa de papelão vira um carro, e um lençol com uma corda de varal vira um acampamento. Saudades demais deste tempo, que mesmo sendo um pouco mais difícil pra um monte de coisas, não nos fazia falta alguma ter telefone celular ou internet. Coisas que nos ajudam e facilitam muito a nossa vida, claro que sim, mas que hoje resolvem problemas que antigamente a gente não tinha, gerando dependências que também não haviam. Quantos de vocês conseguem sair sem se sentirem vulneráveis quando o telefone fica em casa ou a bateria acaba ? Fora que hoje em dia, computador sem internet não tem uso... no meu tempo, trabalhava muito no computador, e nem falávamos em internet. Coisas muito, muito curiosas... Mas, chega de nostalgia, voltemos aos patos.

Este livro consegue mostrar uma coisa que eu acho muito válida: A Essência do personagem ao longo dos anos. Ela é constante. Não muda. Vemos o passar dos tempos, a mudança das tecnologias, a forma como isso afeta os personagens e o quanto você pode identificar sempre cada um deles pela sua personalidade sempre constante. Eu sempre falo disso. Você sabe quem você vai ler, porque a essência não muda. E é isso que eu sempre critico nos novos 52, e em alguns personagens da Marvel. A falta de criatividade é muito grande, ao ponto da preguiça de criar novos desafios fica a mercê de alterar a base dos personagens ao invés de quebrar a cabeça em novas historias. Por isso que quando você vai ler um Super-Homem dos dias de hoje você só reconhece o desenho do símbolo, porque poderia ser um personagem novo, e não Kal-el, não o Clark. Esta é a minha grande crítica quando se trata das novas historias. Coisas fracas, muitas opções, todas fracas, em busca do lucro único. Sim, precisa adaptar as historias aos novos tempos, mas não precisa mudar a essência. Isso que sempre tento dizer e um monte de gente me metralha com todas as pedras possíveis... rs... Mas, ok. Não sou o dono do mundo e posso estar enganado. Hoje penso assim, amanhã quem sabe isso muda.

Então, vou ficar por aqui. Espero que se você gosta dos patos, possa adquirir esta edição especial.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

domingo, 29 de março de 2015

Dia do Fã 2015 e Festival Guia dos Quadrinhos em São Paulo

Olá Quadrinheiros !!!

Este post é curto, mas é apenas para contar um pouco do evento de ontem, em SP. Conhecido como Dia do Fã ! Esta foi a 11ª edição do evento, na Faculdade Sumaré em São Paulo.

Uma coisa muito legal do dia do Fã é que é uma data esperada por muita gente, onde além de palestras, não existe `rabo preso` com empresa alguma. Não tem palestras compradas por marcas grandes, e a galerinha pode ir fantasiada do jeito que quiser, conhecer vários fãs-clubes, algumas lojas e até fãs que são mais talentosos e artisticos e aproveitam para expor suas produções, desde bonecos até doces, salgados temáticos em um lugar onde este talento será admirado.

Eu mesmo provei coisas muito gostosas por lá.

O que eu ainda percebo, infelizmente, é que em nosso meio ainda existe muito preconceito e muita gente de cabeça muito fechada. Pessoas que são grandes fãs de quadrinhos, heróis, series e filmes de ficção e fantasia, mas que ainda parece que não ficar a vontade com pessoas que gostam do mesmo, como se não fossem nem pessoas normais. Ainda existe muito julgamento mesmo dentre os nichos. Este evento sempre tem muita gente, tinha até um fã-clube de De volta para o Futuro, com o boné e a jaqueta do Marty McFly do futuro ( filme II ), dentre outras coisas. O Fã clube de Doctor Who levou ate um capacete de Dalek. A galerinha Trekker uniformizada andando de um lado pro outro e muitos Jedi's. Uma Hit-Girl loirinha passeando e muito, muito mais gente maluca como eu !

Eu mesmo, faço parte do Conselho Jedi SP ( e do Rio também ) desde 1999 e fiz muitos, muitos amigos por lá, participei de eventos que nem consigo narrar, conheci atores dos filmes e outras coisas justamente porque pude fazer parte de um grupo de amigos que gostam do mesmo que eu. E eventos assim lavam a alma da gente, porque estar entre pessoas que te entendem e te respeitam independente do seu gosto pessoal, não tem preço que pague !

Parabéns à organização do evento !!

Aproveitando o passeio em SP, fui no encontro Guia dos Quadrinhos, na Vila Mariana. Muitos sebos agrupados, alguns artistas, distribuição de álbum de Star Wars Rebels de graça e lojas por todos os lados, bem como palestras interessantes também. Não pude ficar muito, mas sai de la com a edição do Tio Patinhas de capa dura ( que é lançamento, né ?) e com uma saga de "Contos de Batman", que alias é uma coleção de mini-series que eu adoro e que pretendo comentar uma a uma no blog assim que o tempo me permitir ( e eu reler tudo... hehehe ).
O que chamou a atenção do evento foi que, alem de muita coisa a preço de ouro ( o mercado após o cinema de heróis inflacionou pra caramba.. parece até que todo leitor de HQ cultiva uma mina de ouro no quintal de casa ), as lojas não organizavam suas revistas.. então, ficar caçando as coisas acaba se tornando muito cansativo.

Mas se voce esta com algum dinheiro e quer completar a coleção, é uma oportunidade muito legal. Tomara que aconteça mais vezes e que os vendedores melhores seus preços... tinha uma loja la vendendo um box DVD do Capitão Marvel dos anos 40 por R$ 50,00 sendo que nas bancas você ainda encontra por R$ 19,90.

Acho isso meio "ofensivo", porque é como abusar da paixão dos outros pra enriquecer... claro que vai comprar quem quer e puder, mas ainda assim, não acho bacana. Os desavisados pagam sempre mais caro. Por isso digo, pesquisem sempre !

Vejam algumas fotos dos eventos abaixo, não tirei muitas porque nem pensei em cobrir, mas achei bacana dividir com vocês !

Abraços do Quadrinheiro Véio !











Estas fotos abaixo, eu encontrei no facebook. Caso seja sua e não me autorize a usar, me escreva que eu tiro do site, ok ?







Aqui apenas um pouco do Festival Guia dos Quadrinhos.












sexta-feira, 27 de março de 2015

Curiosidade: Origem do termo GIBI para HQs no Brasil

Sempre achei muito interessante como, desde criança ( e olha que eu era criança ali no começo dos anos 80 ), as revistas de historias em quadrinhos eram comumente chamadas de Gibi.
Eu sempre chamava de `revistinhas`, acho que porque era como minha mãe se referia a elas pra mim e acabei ficando neste termo até começar a falar disso com outras crianças na escola.

E mesmo naquela epoca eu não sabia porque chamavam as revistinhas de heróis assim, até que um dos meus tios, mais cultos, me explicou ainda naquela época.

Claro que pra muita gente isso não é novidade alguma, mas pode ter uma ou outra pessoa humana aí que leia o meu blog e ainda não saiba.

Em 1939, Roberto Marinho, do O Globo, para competir diretamente com a revista Mirim, lançou uma revista chamada Gibi.
Entre os personagens publicados no Gibi estavam Li’l Abner (Ferdinando), de All Capp, Charlie Chan, de Alfred Andriola, Brucutu, de V.T. Hamlin e Os Filhos do Capitão Grant, da obra de Julio Verne, desenhado pelo brasileiro Miguel Hochman.

Na edição número 03 da revista Gibi, foi publicado um conto de William C. White que conta a história de um menino… chamado Gibi.
Gibi com o Cavaleiro Negro
A revista Gibi foi responsável por muito do que as Empresas Globo são atualmente!  Ela não foi a primeira revista em quadrinhos do Brasil, mas seu sucesso foi inegável, tanto que, até hoje, a palavra Gibi é denominação genérica de qualquer Revista em Quadrinhos no país (assim como ocorreu com as marcas Gillete para lâminas de barbear, Bombril para as palhas de aço etc…).
De acordo com um antigo dicionário escolar do MEC, de 1965, Gibi significava menino, moleque.

Nos dicionários atuais a palavra já figura como sinônimo para Revista em Quadrinhos (e ninguém mais pensa em chamar um menino de gibi! Um caso raro em que a palavra perdeu seu sentido de origem e passa a ter outro totalmente diferente).

Justo considerar os créditos desta pesquisa toda ao site Gibiosfera, que foi de onde eu li esta informação. Parabéns pra eles ! 

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Video: Mudanças dos anos 80

Oi, Amigos !!!

Mais um video pra vocês lá no canal do Quadrinheiro Véio no YouTube.




Abraços do Quadrinheiro Véio !!

sábado, 21 de março de 2015

Video sobre os Filmes dos Anos 80 !

Oi, galerinha !

Só pra convidar voces pra ver o novo video aqui, ou lá no canal do youtube !



Espero que goste !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quarteto Fantástico - Inconcebível

Olá Quadrinheiros !

Mais uma vez quero agradecer as visitas de vocês, aos comentários e os compartilhamentos lá no facebook e no Youtube. É gratificante, de verdade.
Estou com um novo blog, e se quiser, pode ler esta matéria lá também. É só clicar aqui !

Neste post de hoje falarei sobre mais um volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Editora Salvat. E mais uma vez com minha equipe de heróis preferida: Quarteto Fantástico - Inconcebível. Esta edição reúne as edições 67-70 de Fantastic Four v3 e 500-502 de Fantastic Four v1, publicada originalmente em 2003.
Esta edição é fantástica ( perdoe o trocadilho... hehehe ). É uma história densa, pesada. Fazia tempo que não lia algo tão forte, tão impensável. O conjunto emocional desta edição é tão forte, que a gente fica meio impressionado um tempo. Pelo lado do tamanho da maldade e do desejo de vingança do Dr. Destino. E pelo outro, a importância da família para o Quarteto. Isso fica visível o tempo todo.

Eu comecei a ler o Quarteto Fantástico lá no começo dos anos 80, na revista do Homem-Aranha. Aliás, recomendo muito esta fase deles, pois é apaixonante. E uma característica marcante da equipe é que eles não são heróis, eles são cientistas. E antes disso, maior do que tudo, são uma família. Quando eu comecei a ler a Susie e o Reed ainda não tinham o Franklin e imagine a minha surpresa quando, recentemente eu soube da Valéria.... rs... sim, pois me afastei uns 10 anos das HQ´s e pouco eu soube com relação a este período. Aliás, esta coleção está sendo ótima pra isso.
Percebo que muita mudança aconteceu, mas esta publicação mostra que a essência ainda esta lá, com a diferença que o ódio do Dr. Destino chegou a tal ponto que o nome deste livro - inconcebível - está mais do que adequado, já que a história é mesmo chocante, permeando o desespero. Sim, fiquei meio desesperado em alguns momentos, principalmente no começo quando Doom se revela mais louco do que nunca ao sacrificar o maior amor de sua vida por poder e logo depois, ao usar crianças para seus planos. Cara, é chocante de verdade, e ao mesmo tempo, adequado. E o Dr. Destino é o inimigo definitivo do Quarteto, não é ? Eles tem um monte, mas perto do Destino, os outros são como passear no parque com chuva forte... rs... Dr. Destino é o furacão Catrina com El Niño e La Niña juntos !

O Dr. Doom é o tipico vilão 'doido de pedra'. Ele tem a inteligencia do tamanho de um planeta, mas emocionalmente não tem mais do que um grão de areia. Ele vive em função de sua vingança, de superar o Reed, de poder e conquista. E não consegue perceber que perde muito mais com isso. Tdo este trauma que vem de sua infância, suas perdas, tornou-o tão paranoico que as verdades que ele percebe só existem para ele mesmo. Ele começa a formular teorias dentro de seus pensamentos e quando ele mal percebe, aquilo já se tornou uma verdade pra ele e suas ações são ditadas pelas suas crenças. Quando uma crença se torna uma verdade pra você, então, deixa de ser crença e passa a ser a sua realidade. E independente de ser o 'real' ou não, suas decisões, ações e movimentos serão guiados por esta crença. Você assistiu "A Origem" ( Inception ) ? Pois bem. A diferença entre nós e o Dr. Doom está no nível do poder desta crença dentro de nós. Ele não sente a menor dúvida, tamanha é a sua arrogância. E é esta mesma arrogância que determina sempre, invariavelmente, suas derrotas.
Resumindo: É um vilão incrível !
Nesta edição, além de tudo isso aí, você ainda tem momentos para curtir o relacionamento do Ben e o Johnny. As encrencas básicas de uma família. Tem até o Tocha se queimando, e se você é fã do Dr. Estranho, ele terá uma participação pra lá de especial no desenrolar da história. Também vemos Destino se voltando mais para a magia, para ver se ao mudar seu método, consegue superar o Reed, já que em matéria de ciências, ele é absoluto. ( Pra mim, o Reed está anos luz a frente do Tony Stark, por exemplo... ). Eu não vou falar mais, porque estes dias eu levei um 'puxão de orelha' de um rapaz lá no grupo do Facebook porque mesmo eu tendo cuidado, acabei soltando um spoiler em um destes posts e fiquei me sentindo culpado quando ele me avisou. Não quero tirar a 'graça' da leitura de ninguém, e espero que me perdoem caso isso aconteça as vezes, tá ?
O Roteiro é de Mark Waid. Competentíssimo, Waid sabe fazer a mistura de
drama e movimento. Ele escreve bem, diálogos, pensamentos, sentimentos. Tudo isso em total sintonia. Ele sabe contar algo com maestria como bem sabemos em seu trabalho com o Alex Ross em Reino do Amanhã. E aqui ele faz jus mesmo sendo revistas de linha. Aliás, um dos grandes problemas desta coleção é que ele não é de Graphic Novels de verdade. Como já comentei, ela reune algumas sagas das revistas de linha em uma edição encadernada. Isso não é Graphic Novel, ok meninos e meninas ? Isso é apenas um 'paperback' de capa dura. Basicamente, um graphic novel é muito mais trabalhado, com mais prazo, gerando mais impacto porque com mais tempo, o artista consegue se entregar mais e entregar algo melhor. Este volume tem uma saga muito boa, até mesmo porque estava na edição 500 do volume 1 dos heróis e isso pedia algo magnífico, trágico e transformador ( como foi o caso ), mas ainda assim, não é uma Graphic Novel.
Os desenhos são satisfatórios, são bem feitos, tem movimento, expressões gritantes devido aos olhos e bocas enormes. Mas não é do meu gosto. Pra mim, Byrne é o cara do Quarteto, tanto em traço quanto em roteiro. Não me entendam mal,  Mike Wieringo e Casey Jones são bons, tem seus próprios traços peculiares e tudo o mais. Acho que ajuda na história, mas fica meio 'desenho infantil' e não 'casa' com o peso do roteiro. Acho que como é tudo de magia, de dor, sofrimento, deveria ser um traço mais sujo e orgânico... está limpo demais, sabe ? Mas não atrapalha. E muito disso que eu falo aqui, como você deve ter percebido, é mais meu gosto pessoal. Não se deixe influenciar pelo meu gosto, siga o seu. :)
As cores estão bem legais, lembram bem o começo das HQ´s feitas no computador. A harmonia na paleta em cada fase da história é muito competentemente escolhida.

Recomendo a edição com louvor. É uma das poucas histórias atuais do Quarteto Fantástico que valem a pena ser lidas. E ela tem uma continuação também na mesma coleção, Ações Autoritárias.
Bom, amigos. Vou ficando por aqui. Acho que já escrevi demais pro meu tamanho.

Comente aí embaixo agora mesmo o que achou. Eu respondo todos os comentário, tá ?

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Aproveite e vá conhecer o novo blog. E já nos adicione ao seu favoritos !