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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Thunderbolts - Fé em Monstros

E aí, amigos Quadrinheiros.

Esta semana passou rápido e só agora consegui sentar pra escrever sobre mais um post, que no caso é sobre a edição número 57 da coleção oficial de graphic novels da Salvat, Thuderbolts - Fé em Monstros, que reúne as edições 110-115 da revista Thunderbolts americana, do ano de 2006.
Os eventos deste período se passam após a Guerra Civil, num momento que aparentemente os heróis haviam perdido o prestígio junto as pessoas normais e o governo resolveu unir uma equipe de vilões, dando um jeito de obrigá-los a trabalhar pra eles, prometendo uma recompensa após um período de tempo. A equipe liderada pelo ex-Duende Verde, Norman Osborn reunia vilões, alguns meio loucos, outros mais sãos, que deveriam fazer o trabalho de heróis em frente das câmeras pra trazer publicidade positiva para o governo após o desastre e destruição que ocorreram em Guerra Civil. ( Tá vendo ? O desastre que foi o arco Guerra Civil não ficou só aqui fora... lá no universo Marvel também foi destruidor... rs...
Ok, a idéia não é muito ruim... mas a execução... hummmm... ( onomatopéia da minha pessoa torcendo o nariz... rs... ). Sei que um monte de gente gostou desta HQ, mas eu realmente não gostei. E com todo respeito a quem gostou, vou falar sobre o que eu senti e percebi ao ler este encadernado, ok?
Pra variar, juntar um arco de histórias em uma edição encadernada não é uma boa idéia ( salvo raras excessões ) e esta história, pra mim, ficou muito cansativa, enrolada, desnecessária.
O roteiro de Warren Ellis é esticado, cheio de dramas, o que faz a gente ficar torcendo pra dois momentos da revista, que é quando aparece o Norman Osborn ( que parece que um parafuso se solta toda vez que se referem a qualquer coisa-aranha perto dele ) e o Mercenário, que é um vilão que eu adoro muito. Eu me amarro em vilão louco. ( Preciso ver com a minha terapeuta sobre isso... hahahaha ). Sério, vilões loucos, que mantam porque gostam de matar, são o máximo. Não tem nada que você possa dar a ele, não é ? Muito show ! Acho que o Ellis acertou mais em Extremis.
Outra coisa que não curti foi o traço do Mike Deodato Jr. Aliás, nunca curti o traço dele... Tipo,

ok. Não é que eu nunca curti, é que eu não vejo nada demais. Acho que as pessoas dele são artificiais demais. A única coisa que eu gostei mesmo é ele colocar uma participação do Jô Soares. Isso foi divertido e deve ter sido coisa dele, né ?

Uma coisa que eu achei legal é o Ollie Osnick aparecer, o Aranha de Aço. A última vez que eu vi uma história dele ele era um adolescente gordinho que era fã do Dr. Octopus e virou fã do Aranha após ter sido salvo por ele... uma história que ele e o Homem Sapo (?) se unem para ajudar o homem aranha... ele até usava óculos por cima da mascara... hahahaha... hilário... e eu não sabia que ele tinha crescido e continuado a ser um herói depois daquilo. Foi uma recordação bacana.
Uma outra coisa que eu não entendi é qual é a deste novo Venom. Ele cresce quando fica nervoso ? Quando foi que o Eddie Brock deixou de ser o hospedeiro do uniforme negro ? Eu fiquei tanto tempo longe que não vi nada destas mudanças... e até onde eu percebi, perdi muito pouco nestes últimos 14 anos longe das HQ´s. Também não curti o novo visual do simbionte alienígena... e aqueles olhos no meio dos olhos... achei muito esquisito... mas, sei lá... como sempre falo, devo estar cada dia mais me tornando um véio ranzinza...
O que salva a edição, por incrível que pareça, é o capítulo bônus no final, com o recrutamento do Venom. Mais poderoso do que me lembro quando era o Eddie, já que o Gargan é muito mais louco também.
Bom, se você está fazendo esta coleção, compre. Se quer não está, eu achei dispensável. Mas aí, é com você !

Abraços do Quadrinheiro Véio !





No novo blog: http://oquadrinheiroveio.com.br/