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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado

Falar sobre o Lanterna Verde é sempre um grande prazer pra minha pessoa. Acho que ando lendo bastante DC Comics ultimamente, e eu particularmente adoro. Não me é possível escolher entre uma e outra. Cada uma tem suas características distintas, seus méritos e deméritos, fases boas e ruins, personagens bons e ruins. E estes momentos parecem que as vezes se alinham e temos fase ruim nas duas ao mesmo tempo ( como nos dias de hoje... ) mas já tivemos coisas boas nas duas ao mesmo tempo. De qualquer forma, isso não importa e não é o objetivo deste post.
Ultimamente tenho lido muitos encadernados. Acho que nunca tivemos tantos encadernados reunindo sagas como nos últimos anos. E tem a parte boa disso, que é nos livrar da produção em larga escala de porcarias nas revistas em serie que invadem as bancas nos ultimos tempos. Sou grato as compilações porque fiquei fora do universo dos quadrinhos durante os anos 2000, devido a tanta porcaria e tambem porque estava focado na minha empresa. Mas quando voltei, vi que perdi pouco e o pouco que eu perdi esta saindo nestes encadernados e coleções de supostos graphic novels ( Salvat e Eaglemoss ) e algumas coisas da própria Panini.
Em Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado, temos o que parece ser o comecinho do que mais adiante ira se tornar a famigerada Guerra dos Anéis ( cuja primeira parte eu comento aqui ) e o comecinho do surgimento da Tropa Sinestro e das Safiras Estrelas das Zamaronas. Eu acho que é uma ideia boa, que acabou ficando meio exagerada e acabou afastando um pouco a essência do personagem, porem ao mesmo tempo penso que foi uma saída criativa e grandiosa para promover vendas e para dar uma agitada no personagem. 
Quem acompanha o Lanterna Verde sabe que ele, desde sempre, está continuamente em enrascadas enormes, frequentemente com grandes mudanças. Foram raros os momentos estáveis na carreira de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas Verdes em geral. Comecei a ler ele pouco antes de Crise nas Infinitas Terras, na revistinha dos Superamigos da Abril, logo quando ele perdeu o anel pouco antes de passar a crise toda praticamente sem, e só retomar a bendita jóia com a morte de Tomar Re. Nesta época da minha infância eu fazia meus brinquedos já que tudo era muito mais inacessível e pra ser sincero, nem sei se na época havia um anel do lanterna a venda até nos EUA, mas pra brincar, eu desenhava o anel no caderno, recortava, colava e imaginava que eu era o Jordan nas situações das HQs. Teve até um momento que ele vai preso por invadir a propriedade do Aureo ( Goldface ) e na cadeia ele encontra o Mão Negra. Tenho na memória que eu lutei com o vilão no meu quarto com direito a reproduzir até os momentos que ele apanha... rs... Imaginação, a gente vê menos hoje em dia, vamos ver como isso vai afetar o futuro.

Nesta edição encadernada que reune as ediçoes Green Lanterna 14-20, Geoff Johns coloca o Haroldo Jordão em uma enrascada enorme armada pelo filho do Abin Sur, que é o antecessor do Hal no setor 2814. Este garoto cresceu cheio de ressentimento e tenta de todas as formas pegar o anel do pai, mas é interessante que a gente ve muito mais do Sinistro nele do que do próprio Abin Sur. Amon Sur, ao final acaba mesmo sendo convocado para a recém iniciada Tropa Sinestro, recebendo o anel que tentou primeiramente recrutar o Batman, mas que foi recusado após ver que, alem de instilar grande medo, o Morcegão também tem uma vontade de ferro e ja havia tido contato com o anel verde. Vale notar que o anel amarelo procura indivíduos que instilem medo, mas eles também causam uma alteração mental e física no hospedeiro. Achei isso bem curioso, e de certa forma ja deixa uma portinha aberta para quando entrar em cena alguma justificativa pra algum vilão ter ficado mais mortal com o anel amarelo no futuro... não sei, não li tudo apos esta passagem. Disso, ja fui direto pra Guerra dos Anéis. Então, pouco posso dizer sobre o que veio depois, mas gostei destas sacadas. Neste processo todo ele passa por vilão, é caçado por bodyhunters intergaláticos, pela Liga e uma cambadinha.
Preciso confessar que nao sou fã de ter 7 tropas com anéis energéticos correndo solta por aí, mas admito que é uma ideia muito inteligente e difícil de implementar. E a forma como isso acabou afetando todo o universo durante a noite mais escura, foi muito sagaz. Tiro meu chapéu pela criatividade mesmo achando que a execução foi meio tosquinha.
Na segunda parte do livro mostra a origem da Tropa Rosa, das Safiras Estrela e deram uma boa explicada em várias interrogações, sobre por exemplo a aparência das Zamaronas que conheci após Crise e de onde veio a energia rosa que elas comandam. Estou ficando cada dia mais um velho ranzinza, porque não sou do tipo que gosta que mexam no que eu gosto, mas achei muito criativo e posso aceitar estas mudanças numa boa ( não que qualquer coisa que eu pense ou deixe de pensar vá fazer a menor diferença pra DC Comics... ).

Agora, Ivan Reis nao conversa comigo. Sem chance. Acho uma pena pois queria gostar do desenho dele. Acho muito mais do mesmo, sem identidade. Você le as revistas dele, são bem desenhadas, mas não tem personalidade. É como ler algo comum, normal. Não se diferencia, apenas cumpre o papel, sabe ? Executa bem a jornada,mas não acrescenta algo. Não se destaca... ( acho que me fiz entender... e perceba que não xingo ele, apenas fico frustrado... ) Mas na segunda parte do livro, durante a saga das Zamaronas e a Safira Estrela e o Daniel Acuña assume, a diferença é brutal, e fica bem lindo. Parece o desenho mais simples, cheio de glow, brilhante, meio engomado... não sei explicar direito. Gosto dos dois desenhos, mas esta identidade do Acuña me mostra algo mais artístico e menos `contato`. É como Dan Jurgens durante a época dele em Super-homem, durante a morte do Kriptoniano. Um traço que conta a historia, mas não acrescenta nada a ela. ( ao menos pra mim, ok ? Você pode gostar do que você quiser... sempre! )

Bom, pra fechar, digo que gostei muito da edição DC Deluxe | Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado. Recomendo para qualquer fã do personagem, desde os velhos aos novos, pois tem um resgate e uma ligação que explica muitas mudanças e origens. Eu comprei sem saber o que esperar, nem imaginava do que se tratava e acabou que gostei e fico feliz em não ter procurado saber do que se tratava antes de comprar.

E se nao for pedir muito, comente aí o que acha deste post, ok ?


Abraços do Quadrinheiro Véio !







quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Lanterna Verde - A Guerra dos Anéis ( 1 de 2 )

Olá amigos Quadrinheiros.



Começo agradecendo ao apoio de vocês, é sempre muito bom saber que tenho bons amigos que gostam do mesmo que eu.

Hoje comento sobre a famosa Guerra dos Anéis, que está em um encadernado em duas partes e pode ser encontrado nas bancas, pela Panini Books. Esta é a primeira parte e eu como sou um fã muito grande do Lanterna Verde Hal Jordan desde criança ( adoro a edição Superamigos 15, que tem uma capa sensacional ) eu não pude deixar de pegar pra ler, já que fiquei afastado das HQ´s nos últimos 15 anos e retomei este ano. Antes de eu ler eu estava morrendo de medo. Este lance de inventarem tropas de tudo que é cor me irritou muito. Acompanhei meio por cima, mas achei uma zona, e por isso eu estava bem resistente a pegar esta edição em particular pra ler. Só que eu gosto demais do Lanterna Verde e acabei cedendo. Ainda bem. Me surpreendi positivamente. Sensacional !

Pra quem não sabe, a saga 'A Guerra dos Anéis',
conta basicamente o surgimento da Tropa Sinestro, publicada originalmente em 2007. Mostra como Sinestro começou a juntar os mais perigosos vilões do universo, principalmente os que são capazes de instilar grande medo. Até o Batman foi 'tentado', mas como sabemos, a força de vontade dele é uma das mais absolutas do nosso planeta, né... hehehe... 
É durante esta saga que foi revelado que assim como o Parallax era a entidade do medo no universo, Ion é o nome da entidade da força de vontade. Isso acabou se tornando uma zona depois, quando expandiram pras outras cores. Voltando uns bons anos antes, se você se lembrar bem, após enlouquecerem o maior dos Lanternas Verdes, pra trazer ele de volta inventaram que Hal Jordan havia sido dominado por uma entidade que incorporava o medo de todo universo, e que a origem da fraqueza dos anéis verdes à cor amarela era pelo fato desta entidade estar sendo mantida presa dentro da bateria. Como podem ser tão criativos estes roteiristas, não ? rs... Bom, aí pra poder justificar a bela bagunça que fizeram com o Hal, disseram que ele estava possuído por esta entidade, de nome Parallax. ( Paralaxe é uma diferença na posição de um corpo devido a esse ser visto de duas posições diferentes. Ou seja, não tem nada a ver com uma entidade do medo, mas tem muito a ver com a mudança do Jordan, o que faz a gente perceber que a entidade foi idealizada bem depois do Hal ficar mauzão e matar uma porrada de gente... ).
Assim, conseguiram tirar a entidade que possuía o Hal Jordan e aprisionar ela nas ciencelas dos Guardiões. Na Guerra dos Anéis esta entidade é resgatada pela tropa Sinestro e é colocada dentro do Kyle Rayner, que fica com um visual irado, uma mescla do Hal Parallax com o uniforme original do Kyle. Interessante é que só neste momento ele fica sabendo que era hospedeiro da entidade da força de vontade. Muito criativo, muito louco e embora revolucionário deu uma super agitada no universo da policia verdinha e ainda lançou um monte de personagens novos, e alguns não tão novos foram trazidos de volta, como o Super-ciborgue, o Superboy Prime e um dos vilões que mais me impressionaram na infância: O Anti-monitor ! É uma delicia ter este cara de volta, mal posso esperar pra ler a continuação ! ( viu Panini ? hehehe )

Como sempre faço questão de mencionar, uma das coisas mais importantes em uma HQ não é somente a história, ou a base, mas sim como ela é contada. E toda história precisa emocionar. Esta faz isso muito bem. É uma história sobre medo, e a gente fica desesperado a edição toda, já que os verdinhos apanham feio, são mortos feito moscas e alguns tabus milenares são quebrados. Pensa que legal, a base de poder dos vilões é o medo e você sente isso o tempo todo ao ler o livro. Inclusive ao perceber o medo que os próprios Guardiões transmitem... e pra variar, como em todas as histórias dos LV, eles estão sempre enganados. Não entendo como conseguiram ser os Guardiões. Aliás, tem um momento que o Hal os define direitinho: Eles nunca voaram, mas querem comandar como os pilotos devem voar... bem inteligente. Fora os diálogos entre Guy Gardner, Hal e John Stuart, sobre coisas das épocas anteriores... para deleite dos velhinhos como eu. E tem uma parte adorável, embora seja apelativa e seja exatamente o que os amarelos querem: Os guardiões tiram a limitação de usar 'força letal' com os anéis. Ou seja, agora eles podem matar. Acho que não perceberam o quanto isso, embora aparente necessário, os torna tão 'maus' quanto os inimigos que eles querem derrotar.
Parabéns ao Geoff Johns e ao Dave Gibbons pela condução de uma história
que nenhum fã da Tropa pode reclamar. E olha que sou um saudosista do uniforme azul clássico do Sinestro. Tem 4 desenhistas assinando este livro, entre eles o brasileiro Ivan Reis. A semelhança dos traços é tão grande que a gente nem percebe que mudou de desenhista. A HQ é muito bem desenhada, com destaque para as páginas inteiras e duplas que dão uma dimensão enorme do problema que a galerinha do anel verde vai enfrentar. Arrisco-me a dizer que esta saga é um grande clássico e que lamento muito terem inventado este lance de várias tropas após o sucesso desta saga. Podiam ficar só nestas duas e pronto. Mas como o que manda é o dinheiro, a editora precisa ficar inovando sempre. E como sempre acabo dizendo por aqui, deixei de ser o publico alvo das editoras de heróis a alguns anos, porque não é possível que novos 52 possa ser considerado algo bom por qualquer leitor dos anos 80/90, que tenha vivido esta época e não apenas lido depois. Aliás, digo pra vocês uma coisa com convicção: Ler na época de lançamento é essencial para sentir tudo o que a HQ propõe. Teve um post que vi recentemente de uma pessoa que leu Guerras Secretas da Marvel a poucos dias e que não achou nada demais. E ele tem razão, só tendo lido naquela época pra entender e sentir de verdade. Se você não souber se deslocar praquela época, infelizmente não conseguirá sentir nem esta e nem várias outras HQ´s poderosas dos anos 80. ( Claro que tem edições atemporais que podemos ler hoje e ver como são fodas... são as excessões que confirmam a regra, mas são poucas. )

E se me permitirem uma dica, prestem atenção em toda simbologia presente neste livro. Não falo dos símbolos do peito dos personagens, mas dos símbolos das cores, dos rótulos, dos posicionamentos de cada um, de suas motivações. É muito legal e bem pensado. HQ é sobre simbolo. Sem isso, não temos como nos identificar e nos inspirar com o que nos é apresentado, com nos aventurarmos fora do corpo, como se estivéssemos escondidos atrás de uma pedra no meio de uma batalha.

Recomendo a leitura, principalmente se você é fã do Lanterna Verde.
Mal posso esperar pela segunda parte !

Abraços do Quadrinheiro Véio !